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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
 Leach, 1820
Espécie: A. flammeus

Nome Científico

Asio flammeus
(Pontoppidan, 1763)

Nome em Inglês

Short-eared Owl


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Mocho-dos-banhados

O mocho-dos-banhados é uma ave strigiforme da família Strigidae.

Também conhecida como coruja-do-bornal.

Nomes populares:

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) asio = tipo de coruja orelhuda; e do (latim) flammeus, flamma = chamejante, ardente, cor de fogo. ⇒ Coruja orelhuda flamejante.

Primeira descrição: Strix Flammea - Pontoppidan. Dansk Atlas 1, 1763 - Localidade: Suécia.

Características

Esta é uma coruja com cerca de 33 a 41,5 cm (macho) e 34 a 43 cm (fêmea), pesando entre 200 e 450 g (macho) e 260 a 500 g (fêmea), aspecto delgado e partes inferiores finamente estriadas, possuindo asas longas e “orelhas” curtas e inconspícuas (Meyer-de-Schauensee, 1970; Sick, 1997), tarso e dedos recoberto por penas. Asa de 281 a 335 mm. Fêmea possui plumagem mais escura que o macho e jovem possui estrias no peito e no ventre.

Voz: embora vocalize pouco, possui um repertório variado, incluindo gritos que lembram cachorrinhos latindo; uma série com 10 a 22 notas muito graves “hoop-hoop-hoop…” emitidas inicialmente em baixo volume, aumentando no meio e diminuindo no final; gritos estridentes, emitidos em alto volume.

Subespécies

Possui dez subespécies:

Alimentação

Em grande parte da sua área de distribuição o mocho-dos-banhados é um especialista em pequenos mamíferos, sobretudo roedores, mas também morcegos; aves e insetos.

Durante o período reprodutivo, estocam roedores em pontos estratégicos, a fim de fornecer mais rapidamente aos filhotes, evitando assim que vocalizem e atraiam predadores (Gustavo Pinto - comunicação pessoal).

Reprodução

Seu ninho situa-se no solo pantanoso, debaixo de arbustos, em moitas de capim, ou numa suave depressão (Pearson, 1936) em meio a hastes de gramíneas, com o fundo recoberto por matéria vegetal e penas, sugerindo algum cuidado na construção do ninho.
Nidifica em áreas relativamente abertas, e com um uso do solo pouco intensivo. O ninho feito no chão, escondido pela vegetação, como por exemplo por entre ervas altas, ou urzes. O número de ovos é bastante variável, dependendo da abundância de presas. As posturas mais frequentes contam entre 2 a 8 ovos, mas excepcionalmente podem chegar a 16. A incubação, realizada sobretudo pela fêmea, tem uma duração de 24 a 29 dias. Os juvenis podem abandonar o ninho muito cedo, mesmo antes de aprenderem a voar. A coruja dos banhados geralmente defende seu ninho realizando voos rasantes contra intrusos (inclusive o homem) quando se aproximam do local.

Hábitos

Habita áreas com arbustos e árvores esparsas, campos abertos, baixadas com manchas de vegetação, clareiras próximo a bordas de mata, terras cultivadas, pastagens abandonadas ou ativas, áreas urbanas e banhados onde pode ser vista caçando durante o dia, pousando sobre o solo ou peneirando. Adapta-se a áreas próximas de cidades e chega até a adentrar áreas urbanizadas.

Ativa tanto à noite quanto de dia, com pico de atividade ao anoitecer. Normalmente menos ativa nos períodos de meio do dia e meio da noite (Konig, “Owls of the World”). Pode ser vista pousada em mourões de cerca, no topo de arbustos e postes, em fios de eletricidade ou outros locais expostos. Caça voando baixo executando manobras rápidas e batidas de asa lentas e flexíveis, deslizando em seguida pelo ar.

* Notas de observação pessoal (Alexandre Faitarone – Indaiatuba-SP - Out.2009).

“Possui realmente hábitos diurnos crepusculares, mas o que me deixou fascinado foi a forma como voa, suas atividades de caça, muito semelhantes a rapinantes diurnos. Características de voo semelhantes ao do gavião-do-banhado (Circus buffoni).

O lugar é o mais improvável possível: pastos, perto de uma represa….totalmente antropizado.

A coruja, após às 16:30 começa a fazer uma “ronda”, voando rente ao capim (no máximo 3-4 m de altura)…quando identifica uma possível presa ela peneira (para no ar), como um gavião-peneira (Elanus leucurus).

Em sua “ronda”, passa várias vezes sobre o mesmo lugar, como se tivesse um território definido. Portanto, em caso de avistamento passado, sugiro que volte ao lugar onde a viu, próximo das 16:30 (até o escurecer). Provavelmente você deve vê-la novamente…

Já noite adentro, a vi passando diversas vezes, o que confirma que ela continua bastante ativa após o anoitecer.”











(De Carlos Eduardo S. Goulart em 23 de maio de 2012) Hoje parei para observar um casal e minha descrição corrobora o depoimento pessoal acima. Por volta das 16:30 em diante, voando baixo sobre um pasto de gramínea, rondando várias vezes sobre a mesma área. A única diferença que notei é que este casal não paira no ar. Ao perceber um possível alvo eles mergulham rápido ao chão. Faz alguns dias que acompanho este casal e consegui vê-los capturar alguns camundongos. São magníficos!

Distribuição Geográfica

Subespécie com ocorrência no Brasil: A.f, suinda.

Migratória, veio da América do Norte, atravessando os Andes até a Terra do Fogo. Vive em amplos banhados e caça durante o dia. No Brasil, ocorre de Goiás e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É comum nas regiões setentrionais da Europa e da Ásia.

Em áreas tropicais, o Mocho é residente, não apresentando características migratórias significativas.

Do Nível do mar até 4000 m de altitude.

Referências

Galeria de Fotos